A dialética dos jovens...

Luiz Maia

É comum escutarmos críticas aos jovens por muitos não obedecerem a seus pais, não respeitarem os mais velhos ou pensarem que sabem de tudo e que os mais idosos não passam de uns ultrapassados. Sabe-se que a irreverência e a contestação são marcas próprias do adolescente, em qualquer época. A verdade é que essas afirmações são procedentes e fazem parte do atual contexto sociofamiliar. Tudo bem, isso é incontestável. Mas é preciso também considerar o fato de muitos pais serem ausentes do dia a dia de seus filhos, seja pela correria da vida moderna ou pela realidade de terem de trabalhar duro para sustentar suas famílias. Enquanto existir o vácuo da presença dos pais na vida dos filhos, a fragilidade na relação se acentuará e as distorções que acabo de mencionar prevalecerão. Entretanto, podemos aprender muito com os jovens desde que nos permitamos estar com eles, conversar sobre suas angústias, dúvidas, ou mesmo sobre a sexualidade aflorada tão presente nessa idade. Enfim, falar sobre nossas diferenças e tirar proveito dessa saudável interação é possível e todos deveriam pensar nessa possibilidade.


Eu tenho certeza que ainda existe muito terreno a ser explorado nessa área, diversas lições para serem aprendidas com os jovens quando nos mostrarmos atentos e nos preocuparmos com suas vidas. Sinceramente, penso que essa geração tem maiores chances de ser feliz que a nossa. Ficar e outras maneiras de amar foi o que aprendi estando com eles, nas conversas francas e desprovidas de preconceitos. Aprende-se com eles que a hipocrisia tem vida curta no seio de suas tribos e que a autenticidade é uma marca indelével dos novos tempos. Eles entendem de prazer mais que os adolescentes de outras épocas. Sem dúvida a melhor vacina contra a dor é o prazer. O prazer liberta. Quem demonstra prazer pela vida geralmente tem entusiasmo por tudo que faz. É uma pessoa feliz, saudável, livre! Parabéns aos jovens que buscam no seu dia a dia colocar prazer em tudo que faz, gente que gosta de admirar o belo à sua volta. Essa geração certamente tem mais possibilidades de ser feliz e fazer feliz outras pessoas também. Isso se aprende com eles. É só tentar escutá-los.

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Conversa de fim-de-semana

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