Antigamente era assim...

Luiz Maia

Houve um tempo em que o modelo de família se baseava em alguns presupostos: o casal ideal era aquele chefiado pelo homem, único provedor do lar, cabendo à mulher o trabalho doméstico e o cuidado com a prole, muitas vezes numerosa. Esse padrão manteve-se por muitos anos. Porém, nem tudo era perfeito. Infelizmente, em muitas situações, prevalecia a lei das aparências. De fato, nem todos os casais podiam ser considerados felizes. Na intimidade, guardavam segredos que, se revelados, colocariam por terra a figura de bem casados.

 

Existia por certo muita hipocrisia no ar. Não era incomum que maridos, aparentemente sérios e responsáveis, mantivessem suas amantes, com casa montada, conta bancária, cuidados especiais, carinho e tantas outras coisas que não eram dispensadas às próprias esposas. Às mulheres, dependentes econômicas e emocionais dos esposos, não restavam muitas opções que não fosse a manutenção do casamento e da estabilidade do lar. Essa situação não poderia perdurar para sempre. Com uma participação mais ativa na sociedade, a mulher, aos poucos, começou a trazer novos elementos para uma saudável relação a dois.

 

Nos tempos atuais, a submissão feminina está virando coisa do passado. Paulatinamente, homens e mulheres passam a conviver com mais equilíbrio entre direitos e deveres na vida a dois. Até a sexualidade passa a ser vivida com mais sinceridade, responsabilidade e respeito mútuo. Deve-se louvar essa nova geração de casais que (re) inventou um jeito todo próprio de se relacionar, uma maneira simples e sincera de amar uns aos outros, uma forma diferente de enfrentar a vida, responsavelmente felizes. Esse novo modelo de família é uma conquista saudável que deve contribuir para que a felicidade esteja mais presente no relacionamento a dois.

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Conversa de fim-de-semana

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