Indefinido amor...

Luiz Maia

São muito questionáveis os valores transmitidos pelas novelas. Em especial quando tratam de traduzir o amor. O que é exibido na TV não corresponde ao mesmo sentimento que as pessoas vivenciam no seu cotidiano. Parece que os novelistas tentam fazer prevalecer uma nova maneira de amar. Desenvolvem os enredos sem se preocuparem em valorizar esse sentimento. Não permitem que se evidencie o que há de melhor e verdadeiro no amor. Por mais que busquem inspiração em outras fontes, como a literatura ou o cinema,  não abordam o tema com a nobreza e dignidade que merece. Amar, embora nem sempre seja tão simples, também não corresponde aos atos de vilania e permissividade que são banalizados nos capítulos diários das telenovelas. Quem assiste à TV corre o risco de acreditar que nada de bom há para ser exaltado no amor. As tramas amorosas de antigamente foram trocadas pelos encontros fortuitos nas academias, pelo desenfreado culto ao corpo, pelos enredos medíocres e pela exposição de vícios que empobrecem cada vez mais os seres humanos.


Os jovens são muito influenciados pelos modismos criados pelas novelas. Infelizmente, nem sempre se dão conta dos malefícios que a TV lhes causa. Aprendem a amar com os equivocados conceitos difundidos pelas novelas. Reduzem o amor a encontros casuais, desprovidos de respeito, afeto, admiração e encanto entre as pessoas. As emissoras de televisão perdem excelente oportunidade de contribuir para enaltecer as virtudes que podem levar o homem a trilhar os caminhos que conduzem à grandeza. O amor é uma dessas veredas que pode resgatar a essência mais pura da condição humana. Ao contrário do que muitos pensam, o amor não cega: ele é a própria luz que nos conduz ao melhor que existe em nós.  Apenas o amor verdadeiro, que não é visto nas telas da TV, pode transformar os valores que têm conduzido a humanidade a uma condição degradante e vil. É tempo de resgatar a verdadeira natureza do amor.



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Conversa de fim-de-semana

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