Mar morno

Luiz Maia

Moro num lugar onde existem lindas praias. Quase não tiramos proveito dessa maravilha. Reconhecemos que vamos muito pouco a esses recantos. Só percebemos isso quando pessoas vindas de outras cidades nos dizem que adorariam residir aqui. Mas isso é relativo já que muitas pessoas que moram no Rio de Janeiro, por exemplo, nunca foram ao Cristo Redentor ou se dignaram a subir no bondinho do Pão de Açúcar. Mas é verdade que o mar nordestino cativa o visitante por suas águas mornas. Sua água morna contrasta com a frieza das águas do Sul. Precisamos usufruir mais das belezas desse paraíso: a água de coco geladinha, seu coqueiral, a moqueca de peixe à base de coco, a brisa fresca que nos impele a sentir preguiça, quando descansamos nas redes embaixo dos coqueirais.

Como a vida é maravilhosa. Como a natureza é generosa. O quanto que somos ignorantes e pequenos diante da grandeza e da sabedoria do Universo. Os amigos estão certos quando sabem valorizar esse bem que temos à nossa disposição. Esse mar humilha qualquer um que tente descobri-lo. O banho de mar, além de abrir o apetite, tem o poder de nos deixar inteiramente relaxados. Praia que nos faz sentir preguiça. Sua majestade o oceano! Toda essa imensidão e parece tão sereno, calmo e tranqüilo. Ah, vida minha! Eu certamente não pedi para nascer, mas se eu pudesse escolheria nascer novamente um dia!

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