O melhor de você



Luiz Maia

Uma amiga, a quem muito estimo, escreveu-me recentemente relatando seu medo em iniciar um novo relacionamento amoroso, tendo em vista o grande sofrimento por que passou quando do término de seu casamento. Ela abriu seu coração comigo, compartilhando o drama que enfrentara e que lhe trazia dúvidas se deveria ou não dar uma chance ao amigo enamorado. É muito delicado opinar sobre os sentimentos alheios. Porém, entendo que a primeira chance ela deve se dar a si mesma, para que possa ter o direito de buscar a felicidade num relacionamento a dois. Em muitos casos a segunda relação pode ser até mais feliz e harmoniosa, devido ao aprendizado da experiência anterior. Portanto, nada de sofrer antecipadamente, melhor é deixar que as coisas aconteçam normalmente.

 

Hoje em dia as separações são práticas corriqueiras, comuns na vida das pessoas. Assim, escrever sobre este tema é uma forma de tentar ajudar as pessoas que vivenciam situações semelhantes e que desistem de viver plenamente sua afetividade. É preciso porém lembrar sempre do lado bom da vida. É sadio, necessário e prazeroso gostar de alguém e relacionar-se com ele. Claro que é natural sentir medo de sofrer novamente, mas é horrível viver assim, limitando suas possibilidades de experimentar um verdadeiro amor. Há que se compreender a dor vivida, mas tudo passa. Deve-se permitir a entrega ao companheiro, sem imaginar sofrimentos. Esgotar todas as chances que se tem de viver momentos de alegria e felicidade a dois. Viver um dia de cada vez, não aceitando que o sofrimento impeça a pessoa de desfrutar a vida em plenitude. Isso é o que importa e que pode afastar a dúvida de um coração ferido, mas ainda pleno para abrigar as emoções de uma nova relação afetiva.


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Conversa de fim-de-semana

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