Os dois lados...

Luiz Maia

Vejo rostos ansiosos, vozes angustiadas, homens indo em direção ao nada. Para esses, talvez no mundo não exista nada de bom para comemorar. Mas eles deviam saber que o belo e o horrível se misturam e formam dois lados de uma mesma figura, alternando-se entre a esperança e o desencanto. Por isso, afirmo que o mundo seria chato se não fossem os filmes que exaltam a esperança, não fossem as músicas que nos falam de um passado que parecia mágico. Nada como aguardar, com fé, dias melhores. Há muita gente que diz estar decepcionada com o destino da humanidade. Situação com a qual concordo, em parte, mas sou daqueles que não costumam se decepcionar com ninguém. Prefiro dizer que, vez ou outra, me surpreendo favoravelmente com muitas pessoas.

Não podemos agir com euforia nem com ceticismo em relação às pessoas. O interessante seria você continuar a gostar de gente. Gostar, sobretudo, das pessoas anônimas que agem corretamente. É prazeroso podermos refletir sobre a natureza humana e, ao final, chegarmos à conclusão de que precisamos melhorar bastante para atingirmos um grau de aperfeiçoamento aceitável, mas que estamos no caminho certo. Não podemos perder de vista a perspectiva de vivermos dias melhores. É preciso crer naqueles que têm como princípio básico o pensar no outro, imaginar suas dificuldades e tudo fazer para tentar minimizar a sua dor. São as ações solidárias que vêm dessas pessoas que nos apontam para um futuro promissor. Quando a chama da esperança reacende em nosso íntimo, logo o entusiasmo pela vida nos invade a alma.

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