Qual o preço da democracia?

Luiz Maia


Tudo faz crer que num determinado momento as instituições brasileiras foram tomadas de assalto por aqueles que eventualmente chegam ao poder. Alguns críticos afirmam que vivemos numa pseudo democracia, cujas autoridades transformam rapidamente os espaços públicos em "fundo de quintal de suas casas". Os inúmeros escândalos nos levam a acreditar que estamos de longe de ser um País sério. A sociedade parece equivocada quando fecha os olhos para o criminoso de colarinho branco cuja conduta amoral só contribui para o enfraquecimento das condições sócio-econômicas da maioria do povo, geradores principais das agressões cometidas diariamente nas cidades. É certo que o agravamento da violência no Brasil começa a partir das grandes transações ilícitas desenvolvidas por políticos corruptos de todos os matizes. Há que se perguntar: será que o preço da democracia será encontrar sempre uma saída honrosa para quem deveria ser punido?

 

Quem se debruçar sobre a História da política brasileira chegará facilmente à conclusão de que o Brasil sempre careceu de homens públicos sérios. Não é de hoje que as gestões públicas são conduzidas por critérios espúrios, onde a malversação do erário é um fato inconteste. Corrupção, impunidade, falta de decoro, incompetência entre tantas outras mazelas praticadas por "vossas excelências" só colaboram para reduzir o conceito dos políticos neste País. O pior resultado desse descaramento é o fato da população pagar altos tributos sem ter a contrapartida necessária nos serviços essenciais tais como saúde, educação e segurança públicas. A grana que deveria oferecer serviços de boa qualidade escorre pelos ralos da maldita corrupção. Será que um dia o povo vai ter coragem de ir às ruas cobrar a responsabilidade de quem de direito?

 

É preciso levantar as pessoas do seu comodismo crônico o quanto antes. O pior é que estamos acostumados a ver e a ouvir essa vergonha acontecer diante de nossas barbas e nada fazemos para mudar a cara deste País. Não existe nada pior neste mundo do que se acovardar diante dos inconsequentes que se apropriam do dinheiro público com a maior desfaçatez, como se ninguém fosse capaz de colocá-los de uma vez por todas na cadeia. Se nada for feito rapidamente para acabar essa prática nociva, tudo continuará do jeito que eles gostam. Até onde vai nossa paciência?


 






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Conversa de fim-de-semana

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