Recriar a vida

Luiz Maia

É inegável que o país atravessa um momento de pobreza cultural e intelectual nunca visto nem imaginado. Isso é um fato. No entanto tem muita gente boa trabalhando, abordando temas sérios, procurando alternativas para melhorar o atual quadro. Existem aqueles que buscam na filantropia um meio de levar um pouco de amor aos mais necessitados. Outros investem parte de seu tempo visitando orfanatos, criando meios para minorar o efeito estufa, pesquisando sementes de grãos mais saudáveis, etc. Mas esses exemplos, infelizmente, não encontram na imprensa a mesma receptividade. Há muita porcaria sendo veiculada diariamente em detrimento de notícias que possibilitem a chance de o homem não perder a fé na vida, não deixar de sonhar e de ter esperança em dias melhores. É preciso acreditar que esse surto de ignorância que tomou conta do Brasil possa um dia ter fim.


Talvez seja essa a causa do silêncio de muitos. Mas às vezes o silêncio que entristece é o mesmo que possibilita a meditação que aponta caminhos. Há muitas cabeças pensantes na sociedade que não cansam de agir. É preciso lutar para começar a mudar a cara deste país. Quem não tem algum sonho escondido debaixo do travesseiro ou guardado dentro de uma gaveta? Sonhos em geral não revelados e que vão ficando velhos e amarelados pelo tempo. Mesmo assim gerações inteiras não desistem de sonhá-los. Felizes os que creem que a vida sem sonho ou esperança perde o sentido. Daí a existência de pessoas que fazem de suas ações ponte para alcançar o outro. Por isso, faz-se um apelo para que o ser humano não deixe de se indignar diante das maldades do mundo, nem pare de praticar o bem que pode. Afinal essa é a única maneira de refazer o mundo, de recriar a vida. É primordial continuar mantendo essa sintonia fina com a natureza que inspira a realizar proezas, mesmo que a imprensa as ignore e esqueça até de registrá-las.



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Conversa de fim-de-semana

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