Relatos...

Luiz Maia

Certa tarde, ao ligar a TV, deparei-me com um relato de experiências sexuais de uma dita ex-garota de programa. Fiquei a imaginar por que a mídia oferece um espaço caríssimo a quem aparentemente não tem muito a acrescentar à vida de ninguém. Em poucos minutos ficamos sabendo que durante cinco anos ela já havia praticado sexo com aproximadamente 5 mil homens. Uma média de mil homens/ano. Parecia uma atleta olímpica elevando a taça de campeã de orgasmos múltiplos. Essa experiência ela exibia ao público como se fosse um lindo troféu. Em todo caso eu quis saber qual a real finalidade de sua presença naquele programa.


E continuei ouvindo o relato de suas experiências sexuais. De inegável beleza, a moça aparenta ter-se deixado levar por falsas quimeras, embora soubesse perfeitamente qual o alvo a atingir. Não nego sua fluência ao tratar de um assunto polêmico, no entanto reconheço que tamanha desenvoltura diante das câmeras e dos microfones a credenciam a galgar um lugar melhor, condizente com novas experiências de vida, algo que a redima de uma vez por todas daqueles ambientes promíscuos, elevando-a à condição de exemplo de mulher que, talvez por méritos próprios, conseguiu um dia mudar de rumo, passando a ser útil à sociedade ao realizar palestras alertando os mais jovens para o perigo dos falsos prazeres, do lucro fácil, da vida vã. Afinal, nunca é tarde para reconhecermos os nossos equívocos. Parabenizo-a  por ter mudado sua postura diante da vida, sem esquecermos que a vida é feita de escolhas. São elas que inevitavelmente determinarão nossas existências.  A vida é curta, mas a estrada é longa.




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Conversa de fim-de-semana

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