Velhas notícias...

Luiz Maia

Já é noite. Resolvo assistir ao noticiário na TV. Minha cara é de espanto - dizem as pessoas próximas a mim. Claro, só divulgam o lixo produzido por insanos que teimam em afirmar que o crime compensa. Vejo pessoas perdidas. A desilusão parece fazer parte do dia-a-dia de muita gente. Embora eu seja uma pessoa feliz, devo incluir-me entre elas. O País afundado em crises fez nascer um novo tipo de cidadão: o órfão da esperança. O que dizer de um Governo fraco, pusilânime e que se esmera em ficar distante dos verdadeiros anseios do povo? Violência e desemprego caminham juntos de mãos dadas. Mas não se assuste: este texto eu encontrei entre meus guardados datado de 21 de setembro de 1981.

Quantas coincidências com os dias atuais, não? Tantas notícias ruins só podem fazer mal às pessoas. Atingem seu sistema nervoso influindo negativamente no redimento delas. O fato é que ninguém sabe ao certo quando teremos um Governo disposto a investir pesado na educação. Os problemas começam na falta de educação para todos. Esse é um desafio que teremos de enfrentar sem muitas delongas. Países como a China e a Índia são nossos competidores diretos. Ocorre que ambos entenderam que só investindo na educação poderão criar quadros de excelências e competir de igual para igual com os países mais desenvolvidos do mundo. É preciso entender o recado e arregaçar as mangas. O futuro depende apenas de nós.

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