Verde que te quero verde

Luiz Maia

No meu peito ainda arde acesa a chama que sempre guiou os meus passos em direção à vida. Essa minha obstinação, em viver num mundo onde a natureza fosse sempre respeitada, é certamente constituída de lógica quando, recostado ao seio da consciência, me encontro feliz pelos meus atos assumidos diante da vida. Digo isso porque sempre procurei escrever sobre a necessidade de preservarmos a natureza o quanto antes, para não nos arrependermos adiante. Existe em mim a sensação cada vez maior de instabilidade quando pressinto que nada é permanente e que tudo pode mudar. Se este mundo se transformar de repente, a qualquer momento os referenciais que tínhamos deixarão de existir. A vida corre perigo por não mais suportar tantas agressões simultâneas, podendo estar com seus dias contados.


Há tempos que o homem não considera a natureza. Árvores, animais, rios e campos estão ameaçados de extinção a médio e longo prazos. Eu sou uma dessas pessoas que sofrem com a degradação acelerada da natureza por parte desses homens insanos. Percebo ambientalistas do mundo inteiro procurando alertar as autoridades de todos os países para os perigos de se destruir os recursos naturais de forma indiscriminada. Os homens, os maiores responsáveis por tamanho absurdo, deveriam levar em consideração esse apelo.

Eu diria que a região do Pantanal certamente deixará de existir em meados deste século, se medidas radicais contrárias à devastação aleatória não forem tomadas. O desmatamento total de uma floresta causa a perda de biodiversidade comprometendo o ecossistema durante milhares de anos. Esse crime atinge de forma definitiva um número relevante de pessoas no planeta. No momento em que os homens compreenderem isto, serão muito mais conscientes das alternativas de que ainda dispõem para salvaguardarem a saúde do planeta, nesse processo de escolha pela vida. Alternativas existem. Faltam-lhes compreensão e decisão política.



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Conversa de fim-de-semana

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