Um convite

Luiz Maia

Torço para que as pessoas não se desgastem tanto com assuntos que as tiram do sério. Entendam que, afinal de contas, quem pratica o mal é muito mais infeliz do que se possa imaginar. Desejo dias de plena alegria às pessoas. Que acordem sempre com muita motivação para ajudar o próximo. Que todos saibam que são maiores que todas as crises juntas, porque há um Deus que jamais esquece os seus filhos. Não censuro ninguém por se indignar com as coisas erradas. No mais das vezes eu fiz e faço o mesmo. Feliz de quem sabe traduzir em palavras um sentimento de inconformidade com aquilo que é prejudicial à coletividade. É melhor que ser indiferente às maldades do mundo. É admirável quem assim age: é forte quando se sente fraco; é grande quando parece pequeno diante das adversidades da vida. É muito bom conhecer pessoas com essa natureza.   

 

Do jeito que caminha a humanidade, é fácil afirmar que existem vários motivos para se indignar com a espécie humana. Não há dúvida de que a natureza humana é falha. Mas isso não dá o direito de sofrer e de esquecer de desfrutar a vida. Já passei dos cinqüenta anos de idade e vivi momentos de angústia. Nunca desanimei, porém. Também não deixei de compreender o mundo por uma outra ótica. Nessas horas tive, no carinho da família e de alguns amigos, o apoio do qual necessitava. Desejo que todos saibam que sou bastante feliz. Conheço um mundo lembrado por poucos. Possuo alguns valores e bens materiais que muitos gostariam de ter para se sentirem plenos, alegres e de bem com a vida. Sou fruto de uma família tranqüila, por certo ajustada. Escolho os lugares aonde ir, em que a natureza seja privilegiada e todos a possam contemplar prazerosamente.

 

Quero fazer um convite! Sugiro que continuem com seu jeito de ser, mas sem se deixar contaminar pelo mal que vem de fora. Não considerem como sendo verdade as coisas emandas da grande mídia. Ela tem seus interesses e nunca se saberá quais são na verdade. Que tal observarem mais as manifestações dos excluídos? Vejam, por exemplo, quanta coisa boa deixa de ser mostrada por conta de interesses escusos. Quantos cantores e poetas populares deste grande Brasil, genuínos talentos de qualidade indiscutível, são ignorados pela mídia dominante. Talvez por isso ainda sejam preservados da massificação que transforma todos em uma coisa só, sem identidade. Estão a salvo da mediocridade que corrompe e anula o que há de bom dentro deles. Vale ou não a pena olhar o mundo com outros olhos? O convite está feito. É tempo de refletir!

ooo

Crônicas

Página Principal