"Diz um provérbio italiano que "a sabedoria vem de escutar; de falar, vem o arrependimento".

Pois é, quantas vezes pensamos que temos que falar para mostrar que somos sábios e damos um atestado de incompetência para a vida!

Na precipitação de falar, sempre atropelamos a razão, dizemos o que não temos certeza e aí somos alcançados pelo arrependimento.

E felizes de nós quando o arrependimento nos alcança!

Ele pode vir acompanhado ou não da dor, mas sua presença denota que estamos evoluindo moralmente e, consequentemente, espiritualmente.

Todo arrependimento nos provoca uma reanálise dos nossos valores morais e sentimentais.

Precisamos aprender a ouvir mais, ouvir melhor e fazer uma análise silenciosa de tudo para depois colocar nossa opinião.

O uso abusivo, tanto da razão como da emoção, sempre nos faz cometer absurdos.

Diante de um fato na vida de alguém, é necessário que coloquemos nossa porção fraterna antes de sairmos com a nossa opinião.

Às vezes, o que inicialmente chamaríamos de delito, usando razão e emoção, meio a meio, poderemos chamá-lo simplesmente de justa causa.

Em todos os julgamentos devemos sempre nos sentar mentalmente na cadeira do réu e viajar em todas as possibilidades que fizeram com que ele cometesse o crime.

Fome, amor ferido, honra atingida... não justificam um crime, mas explicam os meios que levam a ele.

Quantas vezes, depois de assistirmos a uma matéria jornalística sobre um crime de estupro ou homicídio brutal, ouvimos alguém dizer: - A Polícia deve fazer nele o mesmo que ele fez com a vítima! A priori, homicida e estuprador são seres humanos doentes e todos necessitam de cuidados especiais.

Quando dizemos doenças, elas não se limitam ao campo corporal; as doenças espirituais são as mais graves e responsáveis pelas atitudes mais insanas dos seres humanos. E não se cura doenças espirituais na penitenciária, atrás das grades.

Não se comete justiça com o mesmo crime e muito menos com a morte. A morte de um homem não salva a sociedade dos infortúnios do mal; muito pelo contrário! O criminoso está no reino de um erro, mas pede compaixão.

Portanto, antes de conduzirmos um homem às atitudes insanas do crime, com nossos julgamentos, devemos lhe emprestar nossos ouvidos e paciência. A penitenciária dificilmente regenera o homem, porque lá o amor inexiste. Infelizmente os carcereiros são apenas representantes das leis dos homens."

Ledinaldo Almeida


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