A ditadura da economia

Luiz Maia

Ultimamente a palavra mais ouvida e lida na imprensa é mercado.

Mercado regulador que interfere na vida de cada cidadão.

Por outro lado, ouve-se,com menor freqüência, a pregação do Evangelho de Cristo Jesus, ponte santa e bendita que nos leva a seguir o caminho do bem e da vida eterna, fortalecendo a esperança em nossos corações.

Faço questão de relacionar o mercado e o Evangelho para revelar a importância deles em nossas vidas e mostrar a enorme diferença entre ambos.

O mercado é excludente enquanto o Evangelho inclui.

O mercado age ao sabor do lucro fácil, da especulação vil, causando o enriquecimento de poucos em detrimento do processo sadio da produção, que emprega milhões de pessoas diminuindo o desemprego no País, oxigendo a economia e a relação capital versus trabalho.

O Evangelho é solidário à medida em que convida as pessoas a participarem do banquete da vida, a partilharem juntas do processo de irmandade que une e faz com que todos se amem entre si.

O mercado escolhe os fortes, os espertos, os maiores e poderosos, tidos e havidos como vencedores.

Fecha suas portas aos pequenos, ignorando a dor do mundo.

Enquanto isso, o Evangelho aconchega e respeita os mais desfavorecidos da sociedade.

Prega o amor e condena o egoísmo.

Por isso afirmo que é preciso democratizar a economia de mercado e tornar a democracia capaz de enfrentar a desigualdade.

Há que se criar bases para a geração de novos projetos nacionais de desenvolvimento que não estejam atrelados à submissão às regras do jogo da economia internacional.

O mercado exclui. O Evangelho inclui.

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