Alma feminina

Luiz Maia

Com a exaustão do modelo masculino de sociedade, fica cada vez mais evidente a ascensão das mulheres. Homens e mulheres começam a se acostumar ao seu novo papel social, adaptando-se às mudanças no relacionamento com o sexo oposto.

A nova mulher, que hoje atua e interage de forma inteira e responsável em todos os setores da sociedade, vê no homem não mais um "protetor" ou "dono", mas um aliado com quem sente prazer de partilhar a vida de forma plena.

Os casais modernos assumem posturas antes jamais imaginadas ao estabelecerem padrões de comportamento que valorizam a unidade e a igualdade nas relações, onde a mulher abandona sua condição de mera coadjuvante e passa a compartilhar de todas as atividades na condução da vida do casal, enquanto os homens começam a desenvolver qualidades e virtudes só encontradas no interior da alma feminina.

Tudo faz crer que estamos diante da reabilitação do culto da feminilidade, algo que vai além do estereótipo feminista. Se por um lado a mulher adquiriu maior expressão e liberdade de ação, participando mais ativamente no seio da sociedade, é verdade também que o homem absorveu essas mudanças de bom grado e começa a se libertar da couraça patriarcal que o reduziu, muitas vezes, à simples condição de machão insensível, passando a assimilar mais para si a energia feminina que há anos repousa inerte em seu âmago, impedida que foi de prevalecer por fatores meramente culturais.

Interessante é imaginar o novo homem e a nova mulher construindo uma relação prazerosa baseada no respeito e na cooperação mútua. Dentro dessa ótica, aos poucos o mundo vai de fato mudando. Passamos a ver homens e mulheres lutando para transformar em realidade atitudes comportamentais que só vêm valorizar a espécie humana.

Benditas são as mulheres que refizeram valores e convocaram o homem a exercer outros aspectos ocultos em sua sensibilidade reprimida,

como chorar e dizer "te amo" sem constrangimentos, como exemplos. E benditos os homens que souberam entender a grandeza da mulher em sua essência, aceitando-a como co-autora na construção de seus destinos, sendo ambos responsáveis pelo equilíbrio entre os sexos e da condução de um novo alvorecer em suas vidas.

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