Crise existencial

Luiz Maia

Viver parece cada vez mais difícil.

Observando-se parâmetros mínimos de normalidade, vê-se claramente o estado de degeneração por que passa as relações humanas.

O homem está perdido em meio ao emaranhado de ilusões por ele criado. 

Algo não cheira bem na sociedade.

Vivemos uma crise existencial profunda.

As instituições, outrora sólidas, parecem quedar-se ante a sanha da corrupção e da prostituição generalizadas.

A família, núcleo primeiro da sociedade, assimila fácil os valores duvidosos, impostos pelos meios de comunicação, e penetra no mais obscuro terreno que se possa imaginar.

Parece que estamos todos na UTI, vítimas que somos da permissividade e da promiscuidade juntas. 

O mau gosto e os descaminhos prevalecem nas ações empregadas no cotidiano do homem comum. 

Como não se indignar diante disso? 

O resultado é a mágoa instalada no coração dos homens de bem, que são ainda - felizmente - maioria entre nós. 

O desencanto e a indignação que tomam conta de todos, suscitam uma urgente mudança de atitudes e comportamentos em relação ao próprio futuro deste país.

O que está em jogo, na verdade, é o resgate imediato de nossa identidade como ser humano. 

Basta de ver homens sendo cobaias do mal, exercendo ações que em nada o engrandecem. 

Para isso precisamos reagir com dignidade e humanidade a fim de prepararmos o terreno para as futuras gerações. 

Seja você também um agente poderoso na transformação dos valores que permeiam a atual sociedade. 

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