Espiritualidade

Luiz Maia

O tema ESPIRITUALIDADE sempre me fascinou ao longo de minha vida. 

As coisas que estão "lá adiante" eu sempre tive a impressão, para não dizer certeza, que poderia vivê-las aqui mesmo, no plano terreno. 

E cada vez mais me acerco disso e tenho certeza que estou pleno de razão. 

É tudo uma questão de como você vê o mundo e como você o respeita em toda sua plenitude. 

O máximo de respeito às coisas que nos parecem mais simples é um bom exemplo de como deveríamos nos portar perante o próximo e a nós mesmos. 

Tenho pela pessoa de Leonardo Boff um carinho enorme. 

Sempre o admirei seja pelos seus livros, pelas palestras que desenvolve mundo afora, seja através de uma entrevista à-toa sem muita pretensão. 

Trata-se um um ser humano fantástico e admirável que muito tem feito para acrescer em cada um de nós a espiritualidade de que tanto necessitamos desenvolver. 

Dalai Lama é outra pessoa formidável que nos passa um carisma daqueles que sabem das coisas. 

É um ser humano acima de qualquer suspeita. 

De Leonardo Boff leio: 

"A espiritualidade não é monopólio das religiões, nem dos caminhos espirituais codificados. A espiritualidade é uma dimensão de cada ser humano. Essa dimensão espiritual que cada um de nós tem se revela pela capacidade de diálogo consigo mesmo e com o próprio coração, se traduz pelo amor, pela sensibilidade, pela compaixão, pela escuta do outro, pela responsabilidade e pelo cuidado como atitude fundamental". 

Certa feita Leonardo Boff perguntou a Dalai Lama: 

- "Qual a melhor religião?"

E Dalai Lama, olhando em seus olhos respondeu: 

- "A melhor religião é aquela que te faz melhor".

Numa palestra, perguntaram a Dalai Lama o que era espiritualidade. 

E ele respondeu: 

"É aquilo que transforma o teu interior. A religião pode nos passar espiritualidade, mas se não nos transformar interiormente não faz o menor sentido". 

Então aí para vocês um pequeno detalhe de dois homens fantásticos, que levam a vida a sério, que tentam incutir no dia-a-dia das pessoas a necessidade de se levar uma vida pautada na ética, na solidariedade, fazendo-nos ver a necessidade que temos de pregar a paz entre as religiões e os homens. 

São dois homens estremamente messiânicos. 

Adoro este tema. 

Sinto-me cada dia mais impelido a buscar na espiritualidade respostas que o mundo não nos oferece.

Isso não é alienação. 

É a forma pela qual crescemos no sentindo vertical e nos damos mais como seres humanos.

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