Impossibilidades

Luiz Maia

Minha cabeça vive a mil por hora, mas o meu corpo já não o acompanha na mesma intensidade.

Minha cabeça vive a mil por hora, cheia de sonhos e de vários projetos, que se perderam pelas estradas da vida, diante das impossibilidades.

A esse descompasso, entre o querer e poder, costumamos dar o nome de limitação.

E limitações é o que mais tenho encontrado na vida, basicamente após o acidente que me deixou sócio cativo de uma cadeira de rodas.

Mas agradeço a Deus por me dar ânimo, disposição e visão de mundo suficientes para jamais deixar de perseverar e acreditar no bem que posso.

E assim sigo a vida tentando fazer o que mais gosto e me sinto bem: ajudar o próximo!

Numa conversa recente, com uma amiga querida, ficou claro para ela as vezes em que me predispus a ajudar pessoas e/ou entidades sem ser feliz no meu intento.

Mas não desanimo e sigo tentando.

A cada um de nós compete uma tarefa específica, na difusão do bem.

Erga-se, para trabalhar, porque as tarefas são muitas e importantes, e poucos são os que têm consciência delas.

Ajude o mundo, para que o mundo possa ajudá-lo.

Estenda seus braços eficientes no cultivo do bem, para que, quando os recolher, os traga cheios dos frutos abençoados da felicidade e do amor.

Ajude, mesmo conversando!

Uma boa palavra, um sorriso de incentivo, um pensamento construtor são, muitas vezes, o ponto de partida para uma grande vitória daqueles que nos cercam.

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