Sinais dos tempos

Luiz Maia

A sociedade moderna parece dominada pela apatia, favorecendo a descrença coletiva em dias melhores.

A banalização dos maus costumes assume proporções preocupantes.

Assistimos ao consumismo exagerado, ao imediatismo como "solução prática", ao afrouxamento moral, ao sentimento de que somos descartáveis, à verticalização do mal ganhando força.

Carecemos de instrumentos que nos conduzam a soluções efetivas para nos tornarmos um País viável.

No centro da questão evidenciam-se a grave crise moral que vivemos e o profundo desinteresse pelo sentido da vida que leva as pessoas a não encontrarem a razão para a sua existência.

Parece que muitos não se importam mais com o que fazem porque não vislumbram horizontes e esperanças para transcenderem aos imediatismos deste mundo. Não há solução imediata.

O processo é longo e demorado. Há que se fazer vingar um mínimo de lucidez nas ações empreendidas por todos aqueles que se dizem responsáveis pelo destino desta nação, inclusive nós!

Banaliza-se a informação quando muitos preferem a rapidez da notícia à veracidade dos fatos.

A leitura, de forma mecânica, compromete o entendimento e a informação perde o seu valor.

A notícia pela notícia perde o vínculo com a realidade, não existindo então a integral absorção da sua essência.

Banaliza-se a violência quando a onda de criminalidade que nos rodeia passa a ser normal.

Outra maneira de se observar a questão da violência é identificar, bem próximo a nós, como ela se manifesta nos pequenos gestos.

Por serem tão familiares podem parecer irrelevantes frente à magnitude das manchetes.

Nesse caso não se dá tanta atenção como se deveria.

Banaliza-se o amor quando em seu nome se pratica toda a sorte de absurdos.

Nunca nesse mundo se falou tanto em amor na mesma medida em que nunca se deixou de amar tanto!

Na verdade fala-se em amor por falar, mas na prátrica é bem diferente.

Mata-se por amor, provam aqueles que assassinam seus entes queridos.

Não, ninguém mata porque ama!

O que existe na verdade é a falta de amor aliada à ausência de referências humanitárias e cristãs que possam nortear a vida de nossa gente.

Banaliza-se o sexo quando, nos últimos anos, a sexualidade abocanhou o espaço da mídia, ampliando a audiência das emissoras, garantindo um espaço cada vez maior em suas programações.

Essa questão é vista com ressalvas por muita gente.

Sabe-se que a informação é o caminho da aprendizagem quando tratada criteriosamente, o que não vem acontecendo há muito tempo.

É hora de eliminarmos certos costumes questionáveis que servem apenas para satisfazer os anseios e desejos de alguns, fortalecendo as ações amparadas em critérios éticos e valores morais (ainda) vigentes, imprescindíveis para a construção de uma sociedade humana, justa e saudável.

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