Sua excelência o sexo

Luiz Maia

O homem, na eterna busca de ser feliz, vive procurando respostas para as grandes questões da vida. Entre essas as que dizem respeito ao coração, aquelas de caráter emocional que interferem diretamente na sua sexualidade, comprometendo às vezes o seu lado afetivo. É preciso desmistificar o verdadeiro sentido do sexo em nossas vidas. A sociedade acostumou-se a viver sob o manto da hipocrisia quando optou por se esquivar de tratar de forma correta, sem subterfúgios, os assuntos relativos à sexualidade humana. Este tema foi por vezes sublimado, por muitos ignorado e em alguns casos até estigmatizado.

Diminuem o sexo quando confundem a sua verdadeira função, a de causar prazer às pessoas, com algo sujo ou proibido. Há muita desinformação entre as pessoas de todas as idades. Isso só fortalece velhos tabus ainda vigentes. Existem casos de homens e mulheres que levaram uma vida inteira sem obter os prazeres do sexo, sendo infelizes em suas existências. Há mulheres que chegaram a ser mães sem conhecer o gozo, fruto do orgasmo, por total desinformação. Em determinada época de suas vidas, gerações inteiras se defrontaram com o proibido, especificado em códigos e normas de condutas éticas pré-estabelecidas pela sociedade, incorporados há muito à cultura Ocidental.

O homem deveria compreender o valor do sexo sem basear a sua vida em falsos ensinamentos que têm o objetivo de inibir a libido das pessoas. Nem deveria se guiar por dogmas religiosos que na prática visam a anular a sexualidade humana, tornando-a escrava da cultura que costuma, equivocadamente, associar o prazer ao pecado. O tabu conferido ao sexo está arraigado à nossa cultura porque pobres e ricos, negros e brancos podem praticá-lo igualmente sem nenhuma distinção. Os seres humanos foram criados com a finalidade primeira de serem felizes, ao exercitarem normalmente a sua sexualidade. Agindo de maneira livre e espontânea, as pessoas conseguirão atingir o êxtase através do orgasmo. Porém muitos condicionam, erradamente, o amor ao sexo - e vice-versa.

Sexo e amor são distintos em essência. Sexo é uma necessidade fisiológica como outra qualquer, embora careça do outro para a sua completa realização. Sexo está ligado indiscutivelmente ao prazer, que por sua vez conduzirá a pessoa à felicidade. Podemos até amar a pessoa com a qual fazemos sexo, mas sexo não implica na necessidade de sentirmos amor por essa pessoa. Amor é o mais nobre dos sentimentos humanos, algo sublime que engrandece as pessoas que se amam e que se querem bem. Enquanto sexo, além de possibilitar a preservação da espécie, tem o poder de nos causar inúmeros prazeres. Aos olhos dos mais conservadores pode parecer absurda esta afirmação, mas um dia ela prevalecerá.

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