Veredas de uma Vida

Luiz Maia

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Meu pai viajou mas deixara algo no ar... Qual a posição que eu tomaria em face daqueles acontecimentos todos? Essa pergunta eu me fazia, pois esse era o assunto dominante do momento. Só sei que com o passar dos dias eu ficara meio dividido, embora não falasse para ninguém. O trabalho no escritório já não tinha o mesmo sabor. Nem via um jeito de me declarar para Clarete. Todas essas coisas acontecendo comigo, e eu sem conseguir falar para ninguém. A rotina parecia a mesma, mas eu já não estava feliz e alegre como antes.

Os encontros com as meninas continuavam, mas agora de maneira sigilosa e mais esporádicos. Eu não namorava Clarete mas a minha postura era a de um namorado. Ela, por sua vez, parecia retribuir o meu sentimento. Era uma relação problemática, mas eu me sentia muito bem ao seu lado. Eu tentava descobrir o tempo todo, qual seria sua reação ao ouvir minha declaração de amor. Os dias passavam rapidamente, sem que nenhuma definição ocorresse de ambas as partes.

Um belo dia, resolvi deixar o trabalho no escritório e procurar outro. O fato era que eu já não estava satisfeito com nada. Minha atitude surtiu o efeito de uma bomba, causando um certo constrangimento entre meus amigos e os sócios do escritório. Henriquinho chegou a me dar conselhos e depois colocou-se à minha inteira disposição para ajudar-me no que pudesse. Agradeci. Depois fiquei de lhe comunicar uma eventual mudança, ou não. Andava meio confuso e ensimesmado com aquela situação. De repente, sem que eu soubesse de nada, chega meu irmão Tininho, junto com o amigo Alex. E agora, o que dizer disso?

 

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