Veredas de uma Vida

Luiz Maia

42

Rio de Janeiro. Após jantarmos na ABBR, Nádia e eu entramos no carro e fomos em direção à Barra da Tijuca. No caminho eu deixava deslizar minha mão sobre suas coxas, e ela soltava um sorriso de cumplicidade. Naquela noite tudo parecia uma festa: eu via os carros correndo de um lado para outro; via gente em busca de lazer; via luzes e cores nos letreiros que margeavam a estrada, e tudo isso era vida para mim. Eu, em silêncio, agradecia a Deus por ser tão generoso comigo.

O primeiro probleminha: já tínhamos ido a três motéis, sem conseguirmos porém sucesso devido à falta de acesso compatível à cadeira de rodas. Mas não demorou muito e chegamos a um ideal. Eu não queria nenhuma pressa, já que tínhamos todo tempo do mundo. Cheguei junto à cama e pedi para ela me ajudar a passar minhas pernas sobre a mesma. Depois, já sentado, tirei a minha camisa e deitei. Depois disso Nádia, sem demonstrar nenhum constrangimento, ajudava-me a tirar de vez as minhas calças. Agora é a sua vez, minha linda - falei para ela.

Engraçado, somos livres e agora estamos juntos, só por hoje... E eu continuava a lhe falar: "você está sendo partícipe de um momento importante de minha vida..." Ao olhar para o lado, quase fiquei tonto ao vê-la tirando a blusa, deixando seus seios à mostra. E logo juntara seu corpo ao meu, e começamos a nos tocar e a nos beijar como dois apaixonados. Minhas mãos tateavam o seu corpo e encontravam na maciez de sua pele razões para beijá-lo todo. Mas eu já não podia mais "cavalgar" sobre a parceira, e ela ficou todo tempo sobre mim, conduzindo à sua maneira aquela relação amiga. Sentia-me inteiramente dentro dela, quando após um longo tempo, o clímax acontece. Pedi então para deitar sobre mim, e, apertando-a contra o meu peito, começava a lhe fazer carinhos, sem dispor da mínima idéia de tempo.

Era preciso valorizar aquele momento ao máximo. Nádia e eu estávamos inteiramente relaxados. Pedimos um suco, cada um, e acendemos um cigarro. Nádia falava pouco, mas o suficiente para dizer que iria sentir muita falta de mim, por eu ser um cara sensível e amigo, além de ser amoroso com as pessoas. Pedi para evitar falar dessas coisas assim, já que estava farto de tantas despedidas. A nudez de nossos corpos era um convite a mais uma "cavalgada", e dessa forma nos amamos outra vez - sem pressa...

 

o0o

 

Anterior Próximo Sumário

Página Principal