Veredas de uma Vida

Luiz Maia

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São Paulo, 2 de maio de 1970. Resolvi ir conhecer o Rio de Janeiro. À meia-noite lá estava eu dentro do ônibus com destino à "Cidade Maravilhosa". Estava realizando um sonho que era poder conhecer o Rio e os encantos daquela cidade tão beneficiada que foi pela generosidade da natureza. Eu viajei em companhia do amigo Antonio e às 6h00 estávamos desembarcando na Rodoviária Novo Rio. Fomos direto para o apartamento de minha prima Selma, que nos recebeu com muito carinho. Estávamos em plena Copacabana quando resolvemos alugar um táxi para visitarmos todos os pontos turísticos que fosse possível.

Lembro-me que fomos ao Cristo Redentor, Alto da Boa Vista, Pão de Açúcar, Castelinho, e à tarde demos uma passadinha no Maracanã, onde jogavam Vasco da Gama e Olaria. Tudo era muito lindo e penso não existir lugar mais belo no mundo que o Rio de Janeiro. O motorista do táxi era um sujeito divertido e dizia ser um carioca da gema, afirmando que dificilmente moraria em São Paulo. Travamos uma amizade enquanto estava à nossa disposição. E, quando nos despedimos, trocamos um forte abraço e recebemos dele o seu endereço como forma de agradecimento por tê-lo escolhido para passearmos durante todo sábado.

A noite chegou rápido demais. Logo sentamos à mesa para jantar ao lado de Selma e seu marido. Conversamos um bom tempo, mas minha cabeça girava em torno da maravilha de dia que acabara de usufruir. Os assuntos daquela conversa não conseguiam prender minha atenção. Logo após nos abraçamos e cumprimentamos o casal, e assim nos despedimos seguindo o caminho de volta a São Paulo. Aceitei o convite da prima Selma para que fosse mais vezes à sua casa. Não demorou muito e eu já estava novamente usufruindo as belezas daquela cidade, passeando nas praias de Ipanema, Copacabana e Barra da Tijuca. A única coisa que achei desagradável foi a temperatura das águas do mar, onde o frio difere das águas mornas das praias do Nordeste, das praias do Recife.

 

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