Veredas de uma Vida

Luiz Maia

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TESTEMUNHO

Caro Pastor Paulo Garcia,

Preciso falar-lhe da bênção que o senhor foi, é e continuará sendo em minha vida. O senhor com a sua maneira carismática de ser, com seu jeito manso e firme na pregação da Palavra, foi aos poucos me conquistando a ponto de não poder mais prescindir de seus sermões e de sua bendita amizade.

Lembro-me bem, foi pelas mãos de minha irmã Lourdes e do meu cunhado Jorge que tive o imenso prazer de ir à Igreja pela vez primeira. Não me encontrava bem de saúde à época, e fui mais um ou dois domingos à Igreja até deixar de freqüentá-la por um bom tempo. Isso deu-se em 1994, só retornando ao convívio com os irmãos em 1998.

Nesta minha volta duas coisas estavam bem distintas aos meus sentidos. Uma era que a Igreja estava com muito mais pessoas, mais viva e vibrante. A outra que eu havia aceitado a Jesus na minha vida, em 5 de junho de 1998. Até então eu passara cinqüenta anos vivendo na obscura ignorância, sem conhecer nada a respeito da vida de Jesus Cristo. Eu pensava que Ele não passava de um homem inteligente e bondoso, preocupado com as questões sociais de sua época. Enquanto eu um cético, descrente total, chegando a ser um simpatizante do partido comunista. Quanto tempo eu desperdiçara... Eu era infeliz agindo desse modo, um bobo que imaginava saber de tudo, que a nossa felicidade dependia unicamente das ações empregadas pelos políticos. Embora eu estivesse certo em parte, eu ignorava inteiramente a possibilidade de Deus, de Jesus, atuarem em minha vida, conseqüentemente na vida do povo.

Só entendo que o homem cresce muito mais no sofrimento, comigo não foi diferente. Aprendi a valorizar coisas que antes sequer percebia. Passei a me preocupar com as agruras pelas quais passa o nosso povo, aqueles irmãos que não têm outra coisa a fazer senão vagar pelas estradas do mundo, pelas ruas do medo. Eu não considerava a hipótese de haver um Deus. Santa ignorância! Na minha arrogância de quem "sabe tudo" eu abraçava uma tremenda solidão, já que muitas pessoas não conseguiam mais ouvir as minhas "verdades". Sempre fui uma pessoa cheia de bons propósitos, sobretudo gostava de ajudar aos outros, mas me tornei em poucos anos um radical incorrigível, em alguns momentos chegava a ser chato.

Mas já de volta à Igreja, conheci o professor Alan e outras pessoas que gostavam de ajudar ao próximo. Com o senhor, pastor Paulo, conhecemos um modo atuante de solidariedade humana, bem à maneira de Jesus. Também aprendemos a difícil missão de perdoar. E como tem sido maravilhoso acordar e logo agradecer a Deus pela ventura da vida! Acordar sabedores de que temos conosco a esperança cristã cristalizada em nossos corações. E começo a pensar na sua bondade, na sua generosidade e oro agradecendo a Deus por sua vida e de seus familiares, pela Igreja, pela família e pelos homens de boa vontade.

Receba o meu abraço fraterno, com um profundo sentimento de gratidão.

Unidos em Cristo,

Luiz Maia

 

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